segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FILOSOFIA

É a prática de análise, reflexão e crítica na busca do conhecimento do mundo e do homem. O filósofo dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do Universo, do homem e de fatos. Estuda as grandes correntes do pensamento e a obra dos filósofos. Faz reflexões sobre questões éticas, políticas, metafísicas e epistemológicas, além de buscar compreensão teórica de conceitos, como os de espaço, tempo, verdade, consciência e existência. Desenvolve pesquisas, dá aulas e presta consultoria para instituições científicas, artísticas e culturais. Também está habilitado a implantar projetos educacionais em escolas e empresas.

O mercado de trabalho é promissor. Com o interesse do público leigo por cursos livres de filosofia e áreas afins, aumenta a demanda pelo profissional em centros culturais de grandes metrópoles, como a Casa do Saber, de São Paulo (SP), e o Sophia +, de Brasília (DF), onde o filósofo encarrega-se de organizar e ministrar cursos. Apesar desse nicho em ascensão, a maior parte dos formados ainda atua como professor em faculdades e escolas de ensino médio e fundamental. A área de educação está aquecida, pois desde 2007 entrou em vigor uma lei federal que torna a filosofia disciplina obrigatória em todas as escolas públicas e privadas de ensino médio do país.

Prepare-se para ler e escrever muitas dissertações e monografias, além de participar de seminários e palestras. É preciso mergulhar de cabeça em obras de mestres como Platão, Kant e Hegel. No primeiro ano, o currículo é baseado em matérias mais básicas, nas quais você estuda introdução à filosofia e filosofia geral. No decorrer do curso entram as disciplinas temáticas, como história da filosofia (antiga, medieval, moderna e contemporânea), lógica, teoria do conhecimento, filosofia da ciência e da linguagem, estética, filosofia da arte, ética e filosofia política. É obrigatória a apresentação de um trabalho de conclusão ao final do curso. Duração média: quatro anos.

FISIOTERAPIA

A dor é uma das grandes queixas do ser humano. Quando o fisioterapeuta ajuda um paciente a recuperar suas habilidades naturais e a viver sem esse tipo de incômodo, colabora para que ele tenha mais qualidade de vida. A função primordial do fisioterapeuta é prevenir, diagnosticar e tratar disfunções do organismo causadas por acidentes, malformação genética, vício de postura ou distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios. “No hospital, meu trabalho é combater o sedentarismo. Para isso, faço uma avaliação postural para saber se a pessoa tem alguma restrição e, no caso de dores, investigo as causas. Normalmente elas estão associadas ao trabalho. Oriento sobre a postura e dou noções de ergonomia”, relata Márcio Marega, fisioterapeuta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. No geral, o trabalho é executado em parceria com outros profissionais da área de saúde, como fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais. Além dos métodos de manipulação e ginástica, para restaurar e desenvolver a capacidade física e funcional do paciente, o fisioterapeuta faz tratamentos à base de água, calor e frio. Trabalha com idosos, gestantes, crianças e pessoas com deficiência física e mental. “No período da tarde, faço atendimento particular a idosos. Treino, por exemplo, equilíbrio, força e marcha. O grande lance da fisioterapia é gostar de pessoas. Tenho pacientes há cinco anos com quem estabeleci amizade”, diz Márcio. Esse profissional atua não apenas em hospitais e clínicas de ortopedia e fisioterapia, como também em clubes esportivos e centros de reabilitação. Em empresas, previne acidentes de trabalho e promove a correção de postura dos funcionários. Em escolas, corrige e orienta a postura de crianças, jovens e adultos.

Paralelamente ao crescente aumento no número de concursos públicos para fisioterapeutas em todo o Brasil, é cada vez mais comum que o profissional preste serviço como autônomo, mesmo em grandes hospitais. Novas áreas de atuação estão surgindo, sobretudo nos tratamentos de pele, tanto na área da saúde quanto na de estética. "Isso envolve desde tratamentos para rugas e celulite (drenagem linfática e endemologia, por exemplo) à recuperação de cirurgias plásticas", diz Maria Silvia Mariani Pires de Campos, coordenadora do curso de Fisioterapia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em São Paulo. Outros nichos como a geriatria (cuidado com idosos) e a saúde do trabalho oferecem boas oportunidades para o fisioterapeuta. As academias de ginástica abrem vagas para a realização de avaliações clínicas e reeducação postural dos alunos. O especialista em fisioterapia respiratória encontra trabalho em hospitais do país inteiro, para tratar de pacientes que se recuperam de cirurgias pulmonares e cardíacas. As capitais e os grandes centros, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, são os que mais concentram vagas, tanto em hospitais quanto em empresas.

As disciplinas das ciências biológicas e da saúde constituem a base do currículo. Assim, espere muita aula de biologia, anatomia, fisiologia, patologia e histologia, principalmente no primeiro dos quatro anos de curso. Você estuda saúde pública, recursos terapêuticos manuais, neurologia, ortopedia e traumatologia. A partir do segundo ano, aumenta a carga de aulas práticas, nas quais se aprendem técnicas de tratamento, como a massoterapia (massagem), termoterapia (aplicação de calor ou frio) ou hidroterapia (por meio da água). O estágio é obrigatório no último ano e, normalmente, feito em clínicas das próprias faculdades ou em hospitais conveniados.

FÍSICA

É o estudo da relação entre a matéria e a energia, de suas propriedades e das leis que regem sua interação. O bacharel em Física estuda corpos e fenômenos físicos em todas as escalas – de partículas subatômicas à imensidão do cosmo. Além da pesquisa pura, aplica as leis do mundo físico para a solução de questões práticas e cotidianas. Pode especializar-se em diversas áreas, como acústica, plasma, astrofísica, física nuclear e desenvolvimento de materiais, entre outras. Na indústria faz experiências e análises para criar e aperfeiçoar materiais tecnológicos, produtos e processos. No mercado financeiro trabalha com modelos matemáticos para analisar o comportamento das bolsas de valores. Atua ainda na área de física médica, desenvolvendo e aplicando tecnologias e equipamentos nucleares e radioativos para imagem, diagnóstico e tratamento de doenças. O maior campo de trabalho, contudo, é mesmo o ensino.

Quem faz licenciatura tem maiores chances de colocação no mercado de trabalho. Isso porque tanto na rede pública de ensino quanto na particular há vagas para o professor de Física em todo o país. No interior, inclusive do estado de São Paulo, faltam professores, o que aumenta a probabilidade de encontrar trabalho. Nos cursinhos pré-vestibulares também é grande a demanda por esse profissional. Para o bacharel, o ramo de física médica é um dos mais promissores. Hospitais, clínicas, centros de diagnóstico, órgãos de vigilância sanitária e empresas que desenvolvem produtos biomédicos e equipamentos médicos e odontológicos são os principais empregadores. Bancos e instituições financeiras contratam o físico para desenvolver modelos matemáticos a fim de acompanhar e analisar o movimento da bolsa de valores. Em indústrias, principalmente metalúrgicas e de autopeças, o especialista em materiais tem boas chances de colocação.

No início, há muita matemática e física básica. A partir do terceiro ano, você começa a estudar física avançada, como mecânica quântica, e a aplicar esses conhecimentos nas disciplinas específicas, como relatividade e física nuclear. Algumas escolas oferecem especializações dentro da Física, como Astronomia ou Física Médica. Neste caso, matérias específicas dessas áreas de conhecimento costumam ser oferecidas desde o princípio do curso.

FARMACIA

É o estudo da composição e dos processos produtivos de medicamentos, cosméticos e alimentos industrializados. O farmacêutico pesquisa e prepara medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal; examina e testa substâncias e princípios ativos que entram em sua composição e observa as reações provocadas no organismo. Registra novas drogas, distribui e comercializa os produtos e verifica se chegam ao consumidor dentro das normas sanitárias. Em laboratórios de análises clínicas, pesquisa, registra e realiza exames clínico-laboratoriais e toxicológicos para auxílio do diagnóstico e acompanhamento de doenças. Em farmácias, distribui medicamentos e prepara fórmulas personalizadas. Na indústria alimentícia, controla a qualidade das matérias-primas e do produto final, estudando e estabelecendo métodos para evitar e detectar adulterações e falsificações, a fim de impedir danos à saúde pública.


O farmacêutico é cada vez mais solicitado para atuar em frentes como o combate aos remédios falsificados e o cuidado com a qualidade dos medicamentos e dos alimentos. Além das indústrias, que abrem vagas principalmente para quem atua nas áreas de pesquisa e controle de qualidade, as distribuidoras de medicamentos têm se mostrado grandes empregadoras, pois precisam do profissional para acompanhar o transporte, o armazenamento e a distribuição de seus produtos. Nesses casos, as vagas se concentram mais no estado de São Paulo, mas há oportunidades ainda no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.


As matérias das áreas de biologia, física e química acompanham o aluno durante todo o curso. Nos três primeiros anos, você estuda química orgânica, inorgânica, analítica, parasitologia, microbiologia, imunologia e anatomia. Entre as disciplinas profissionalizantes estão fisiopatologia, toxicologia, análise e controle de qualidade, química farmacêutica, farmacologia, tecnologia farmacêutica e de cosméticos. As aulas práticas, em laboratório, ocupam grande parte da carga horária. Algumas escolas oferecem graduação direta numa habilitação específica, como alimentos ou análises clínicas. O estágio é obrigatório. Duração média: cinco anos.




FONOAUDIOLOGIA

É a ciência que se ocupa da pesquisa, da prevenção, do diagnóstico, da habilitação e reabilitação da voz, da audição, da motricidade oral, da leitura e da escrita. O fonoaudiólogo cuida das questões ligadas à comunicação oral e escrita. Ele trata deficiências de fala, audição, voz, escrita ou leitura. Pode atuar em parceria com fisioterapeutas, otorrinolaringologistas, neurologistas e psicólogos. Com dentistas, trata de males que podem causar ou agravar problemas ortodônticos, como vícios de mastigação e deglutição. Auxilia profissionais que utilizam a voz, como cantores e atores. Pode trabalhar em clínicas, consultórios, escolas, hospitais e emissoras de televisão. Para exercer a profissão é preciso registrar o diploma no Conselho Regional de Fonoaudiologia.

As ofertas de trabalho para o fonoaudiólogo têm perspectivas de crescimento com a possibilidade de se tornar obrigatória a presença do profissional no serviço público de saúde, sobretudo nos programas de saúde da família do governo federal. Em cidades de médio e grande portes, maternidades contratam o especialista em audiologia, para a realização de testes de audiometria em recém-nascidos, e em motricidade oral, para ajudar os bebês com dificuldade de sugar o leite materno. Em hospitais de todo o país e empresas de home care ele auxilia pacientes que saem da UTI com dificuldade para engolir os alimentos, atua na reabilitação de fissurados labiopalatal e no tratamento de patologias cujos sintomas são vertigens e tonturas. É crescente a procura de fonoaudiólogos por profissionais que necessitam de boa dicção, como locutores, executivos, oradores e políticos, que aprendem a entonação e a impostação corretas da voz

O currículo inclui disciplinas de diversas áreas do conhecimento. Das ciências biológicas e da saúde, o aluno estuda anatomia, fisiologia, genética e patologias. Das ciências sociais e humanas, os futuros fonoaudiólogos vêem psicologia, pedagogia e ética. Boa parte da formação, no entanto, é voltada para os conteúdos específicos da profissão, como audição, linguagem oral e escrita, fala e prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação. Há, ainda, aulas de física acústica e metodologia da pesquisa. No final da graduação é preciso fazer um estágio, bem como apresentar uma monografia.

ENGENHARIA ELETRICA

Brasil iniciou o século XXI às voltas com o fantasma da crise energética. Essa situação mostrou a vulnerabilidade do setor elétrico nacional, mas, também, sua importância estratégica. Sem energia, a indústria e a agropecuária não produzem, o comércio não vende e os empregos desaparecem. Ou seja, sem energia, o país pára. Por outro lado, o setor energético depende da demanda desses outros segmentos para crescer. Na época do apagão, em março de 1999, a população respondeu prontamente ao pedido do governo para economizar energia e, assim, colaborou de maneira decisiva para evitar um cenário ainda mais complicado. Mas, como resultado da queda no consumo, as companhias produtoras e distribuidoras de eletricidade reduziram drasticamente o faturamento – o que ameaçou milhares de empregos.
O mercado de transmissão e distribuição de energia elétrica está em alta de norte a sul do país. Enquanto concessionárias e empresas de energia como a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a Eletropaulo e a Bandeirantes investem no aumento da eficiência energética, construtoras como Camargo Correa e Andrade Gutierrez executam obras para comportar o crescimento do setor. Tanto nas companhias energéticas como nas empreiteiras, os graduados são bastante requisitados. "Outro nicho em evidência é o de pesquisa, feita em conjunto com instituições de ensino ou institutos de pesquisa.
Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais divertida fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação. A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano. A duração média do curso é de cinco anos.

ENGENHARIA MECANICA

É a área da engenharia que cuida do desenvolvimento, do projeto, da construção e da manutenção de máquinas e equipamentos. O engenheiro mecânico desenvolve e projeta máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica. Também supervisiona sua produção. Calcula a quantidade necessária de matéria-prima, providencia moldes das peças que serão fabricadas, cria protótipos e testa os produtos obtidos. Organiza sistemas de armazenagem, supervisiona processos e define normas e procedimentos de segurança para a produção. Controla a qualidade, acompanhando e analisando testes de resistência, calibrando e conferindo medidas. Pode dedicar-se às vendas. Costuma trabalhar com engenheiros eletricistas, de materiais, de produção e de automação e controle, na montagem e automação de sistemas, na manutenção de aeronaves e na indústria de eletroeletrônicos.
Esse mercado está bastante aquecido, principalmente nas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças e de alumínio, assim como nas indústrias dos setores petroquímico, metalmecânico e de produção naval. Nesses casos, o profissional é empregado para trabalhos em projetos de linhas de produção, máquinas e equipamentos e em processos de manufatura. O boom do setor imobiliário, que tende a crescer entre 20 e 30% este ano, eleva a procura por especialistas em maquinário pesado, usado na construção de prédios e em obras em geral, e por equipamentos de refrigeração e energia, como geradores e turbinas hidráulicas. Outro ramo de atividade muito importante é o de manutenção de equipamentos de produção, no qual ingressam os especialistas em mecatrônica. O recém-formado também encontra oferta de emprego no setor aeronáutico. A região Sudeste, por ser o maior pólo da indústria nacional, principalmente no ABC paulista, continua empregando mais. Mas verifica-se um crescimento de demanda nos estados do Sul, com a indústria de equipamentos e automobilística; no Nordeste, com a área de petróleo e autopeças; e na agroindústria, com a necessidade de manutenção dos equipamentos de máquinas agrícolas. O engenheiro mecânico encontra vagas também no pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia. MBA, cursos de educação continuada, pós-graduação e até doutorado podem colaborar para melhores conquistas profissionais, principalmente na área de desenvolvimento tecnológico.
Além das disciplinas básicas de engenharia, entre elas física e matemática, o aluno assiste a aulas de termodinâmica, mecânica dos fluidos, transmissão de calor, resistência de materiais, processos de transformação, vibrações e sistemas mecânicos. Muitas escolas direcionam a formação para uma especialidade, como aeronaves, armamentos ou manutenção. A USP em São Carlos, por exemplo, oferece cinco habilitações: mecatrônica, materiais metálicos, mecânica plena, aeronaves e projetos. Seja como for, há muita atividade em laboratório, como desenvolvimento de ensaios e de protótipos e estudo de combustíveis alternativos e de tecnologia de ponta. Fique preparado para desenvolver sua habilidade em desenho, indispensável para o projeto de máquinas.